Thursday, 12 August 2010

A abelha? Meu brinquedo, meu amigo

Gostei dessa reportagem da revista Pais e Filhos, porque a C agora adotou uma abelhinha como seu boneco preferido do momento, então fiquei curiosa para entender mais sobre o assunto. Na verdade ela não está com um nível de obsessão abelistica, mas é sempre bom estar preparada para o futuro, ou melhor dizer, informada.
Meninas, seus filhos estão passando por essa fase de brinquedo preferido ? Alguma dica?

Meu brinquedo, meu amigo

SEU FILHO TEM ALGUM BRINQUEDO ESPECIAL, QUE ELE NUNCA ABANDONA? ESTE É SEU OBJETO DE TRANSIÇÃO; ENTENDA O QUE ISSO SIGNIFICA



POR ROBERTA ROQUE, FILHA DE JANDIRA E JOSÉ ROBERTO



Na turminha de “Snoopy e Seus Amigos”, Linus é o menino que não saía de casa sem seu velho cobertor. Lucy, sua irmã mais velha, implicava com a mania do caçula. Essa estranha mania, que muitas crianças têm, é saudável para o desenvolvimento dos pequenos!

Porto seguro
Algumas crianças, por volta dos 2 anos de idade, elegem um objeto, como um ursinho de pelúcia, ou um pedacinho de pano, como companhia constante. Esse chamado objeto de transição é utilizado pela criança como um meio de superar a ausência dos pais. Dessa maneira, as crianças conseguem desenvolver sua independência aos poucos.
A presença desse brinquedo representa o porto seguro do pequeno. Segundo a psicóloga Andreia Calçada, “O objeto de transição tem um simbolismo muito grande, pois representa os próprios pais”.
Mas não é o MEU brinquedo!
Ana Carolina Gayotto passou por uma situação de sufoco por causa do “au-au” de sua filha, Ana Luiza, na época com pouco mais de um ano. Em dezembro de 2008, pertinho do Natal, mãe e filha foram ao shopping comprar os últimos presentes e, é claro, “au-au” foi junto.
“Em meio a toda loucura do shopping, o “au-au” desapareceu! Por uma semana inteirinha fui diariamente ao setor de achados e perdidos para saber se alguém tinha encontrado o bichinho”. Carolina Gayotto conta que a menina e a oncinha de pelúcia eram inseparáveis!
A tristeza foi enorme, inúmeras foram as tentativas para substituir o brinquedo, mas nada parecia resolver. “Um não tinha rabo, outro era muito grande, outro muito pequeno...” e Ana Luiza não conseguia pegar no sono, sofrendo com a ausência do amigo.
A situação só foi resolvida quando uma amiga da família, Tatiana, deu a ela um de seus bichinhos de pelúcia: um tigre que tinha o rabo igual ao da oncinha.
Mas o antigo “au-au” tinha uma peculiaridade: um buraquinho no rabo, onde Ana Luiza costumava colocar o dedo. A pequena pediu para que a mãe fizesse um furinho no rabo de seu novo amigo. Carolina obedeceu ao pedido de Ana Luiza, que agora não se lamenta mais porque tem o novo amigo: “Tati Boy”, em homenagem à Tatiana.
Não preciso mais!
Dra. Andreia Calçada não aconselha os pais simplesmente sumirem com o brinquedo de estimação. Não há motivos para preocupação, pois geralmente o desligamento do objeto acontece por volta dos 5 anos de maneira natural.
Estabelecer diálogos abertos com a criança é fundamental. Se os pais estiverem preocupados com a fixação do filho, o ideal é conversar e tentar canalizar a atenção do pequeno para outros brinquedos e atividades. Os pais devem entender a importância daquele simbolismo para a autoconfiança do filho.
Se o pequeno perder seu brinquedo, os pais precisam mostrar apoio. “A criança vai ficar angustiada por alguns dias. O que deve ser feito é um acolhimento por parte dos pais, pois entra em um nível de ansiedade muito alto”, alerta Dra. Andreia Calçada.
O adulto precisa demonstrar que compreende sua tristeza, mas esclarecer que não é possível fazer mais nada. A única solução é dar muuuito carinho e apresentar novos brinquedos, que possam “substituir” o antigo.

Final feliz
Maria Luiza ainda se lembra de “au-au”. A menina explica sua ausência dizendo que “Ele foi passear no shopping, mas nunca mais voltou”. Só que agora a lembrança do velho amigo não é mais acompanhada por lágrimas. Agora ela tem o “Tati boy”, perfeito para o cargo!
CONSULTORIA: *ANDREIA CALÇADA, MÃE DE JOÃO PEDRO, PSICÓLOGA CLÍNICA. TEL.: (21) 2569.8552
DEPOIMENTO: *CAROLINA GAYOTTO, MÃE DE MARIA LUIZA
Fonte: Revista Pais e Filhos

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails