O tema desse mês na blogagem coletiva entre mães internacionais é amamentação.
As campanhas e grupos de amamentação em UK trabalham incansavelmente com as mães, existem reuniões espalhadas pela cidade, as midwifes no hospital são super treinadas e a disposição para a ajudar todas as mães e principalmente as de mais baixa renda, imigrantes, enfim quem de uma maneira ou outra não tem conhecimento suficiente.
Durante os curso pré natal do NCT, tem um dia somente dedicado a amamentação e quem dá a palestra é uma especialista na área, durante este período existe o bate papo, vídeos, como pegar o bebê para amamentar, e os pais também participam.
O que por um lado é muito bom ter esse apoio, por outro quase vira lavagem cerebral.
Muitas mulheres se frustam por não poder amamentar, outras se frustam quando o bebê não quer mais amamentar, outras não conseguem se desmamar do filho e ficam insistindo mesmo quando a criança demostrando que não está mais interessada, outras não amamentam, outras não tem leite, enfim não existe uma equação ou um certo ou errado para o tema. Mas vejo que muitas mães tem vergonha de admitir que sim dói no inicio, que é difícil, que o processo não funciona que nem comercial de tv, assim como para outras mulheres tudo flui de uma maneira mais tranquila. Eu acredito que exista um tabu a respeito do tema e que muitas vezes admitir que não é como no comercial de margarina, vai cair mal e a sociedade vai criticar.
Que o leite materno é o melhor alimento, quanto a isto não existe argumento, mas sabe-se muito bem que dar formula não faz mal, o que prejudica é a criança passar fome, o bebê tem que se alimentar e não importa de onde vem o leite. Realmente não da para ser radical nesta hora, pois quem perde é o bebê.
A amamentação no meu caso foi muito conturbada, me senti muitas vezes moralmente obrigada a amamentar mesmo vendo que uma mamadeira resolveria o problema. E é ai que o bom senso deve entrar na jogada. Eu aprendi a minha lição insisti demais, tive rachadura no seio, fungo e mastites, mas segui tentando e os momentos que deveriam ser agradáveis se tornaram uma tortura moral e física. Eu não errei em tentar, mas errei quando passei por cima dos meus limites e principalmente de não ter seguido o meu insisto e ter dado mais complementos de formula durante o dia. Em resumo minha filha chorou de fome e isso acho imperdoável, mas por outro lado nunca me frustei pelo fato da amamentação ter durado tao pouco ou não ter funcionado. Realmente aprendi que o bom senso deve ser levado a serio nesse momento.
Não deixe de ler a experiência de outras mães em outros países: Mães Internacionais: Amamentação
